Brasil Bem Aalto

Collage, lounge chair & writing excerpts from a publication engaging the works of Oscar Niemeyer and Alvar Aalto in a discussion about exchange through designed objects, translation & cultural identity. 



Imagina o mundo de alguém que só tem o tamanho de um pedacinho de pó. Seu mundo é feito
de formas incompletas. Seu mundo é formado somente de campos de cores porque ele não
pode ver ao redor de nenhuma coisa. Ele não pode ver um objeto inteiro, só suas partes.

Para entender o ponte de visto dele, fique parado em frente de uma parede ou em uma praia
larga sem pessoas. O homenzinho vê qualquer objeto a sua frente assim. Se ele encontra uma
colher, ele não consegue perceber que tem um cabo para ser agarrado e um copinho para ser
preenchido com algo para comer e ser levado à boca. Se ele vê uma colher, ele percebe
curvas dramáticas e enormes que flutuam bem alto no céu. É como olhar numa lagoa grande e
achar que é o mar porque não é capaz de ver a terra na linha horizontal. Para o homenzinho
não existe uma tigela. Existe um plano físico que afasta o espaço com uma curva que ele não
pode ver ou entender. A tigela tem como ponto de contato o chão e dele cresce ficando ainda
mais ampla com níveis de altura de tal forma majestoso que o topo não mais consegue ser
visto.



Na verdade, não existe objetos no mundo desse homenzinho. O mundo dele é somente
arquitetura. Qualquer coisa que é desenhada para ser um objeto para uma pessoa de estatura
mediana é mil vezes maior que o tamanho do homenzinho. Para ele objetos são edifícios.

Raramente um milagre acontece e ele encontra um pedaço de pó com quem ele pode se
relacionar. O ser humano precisa coisas e objetos com os quais pode se relacionar. Um objeto
faz referência entre o seu corpo e o corpo da pessoa que o está usando. Sem essas

referências de tamanho, o corpo humano não tem sentindo. A identidade humana é feita em
parte dos relacionamentos entre o eu e o seu mundo. Mas o homenzinho existe em um mundo
que é muito grande para ele e, por isso, o seu corpo e a sua identidade não existem. Ele só
existe quando está em frente de uma pedacinho de pó. Para o homenzinho, tigelas e colheres
são arquitetura e pedaços de pó são companheiros.

O homenzinho está perdido num mundo desconhecido por humanos chamado Brasília. Uma
paisagem de colheres e tigelas que foi criada quando o Oscar Niemeyer pôs a mesa.





google translate below:

Imagine the world of someone who is only the size of a small piece of dust. Your world is made
incomplete forms. His world is made up only of color fields because he doesn't
can see around anything. He cannot see an entire object, only its parts.

To understand his visa bridge, stand in front of a wall or on a beach
wide without people. The little man sees any object in front of him like that. If he finds a
spoon, he fails to realize that he has a handle to be grabbed and a cup to be
filled with something to eat and be brought to your mouth. If he sees a spoon, he realizes
dramatic, huge curves that float high in the sky. It’s like looking at a big pond and
think it's the sea because you can't see the land on the horizontal line. For the little man
there is no bowl. There is a physical plane that moves the space away with a curve that it does not
can see or understand. The bowl has the ground as a contact point and grows from it
wider with height levels so majestic that the top can no longer be
visa. In fact, there are no objects in this little man's world. His world is only
architecture. Anything that is designed to be an object for a person of stature
median is a thousand times larger than the size of the little man. For him, objects are buildings.

Rarely does a miracle happen and he finds a piece of dust with whom he can
list. The human being needs things and objects with which he can relate. An object
it makes reference between your body and the body of the person using it. Without these

size references, the human body has no feeling. Human identity is made in
part of the relationships between self and your world. But the little man exists in a world
which is very big for him and, therefore, his body and his identity do not exist. He just
it exists when you are in front of a small piece of dust. For the little man, bowls and spoons
they are architecture and pieces of dust are companions.

The little man is lost in a world unknown to humans called Brasilia. An
landscape of spoons and bowls that was created when Oscar Niemeyer set the table.